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Mai 04

raleiras.jpg «É-me, no entanto fundamental alimentar a certeza de que tudo vai correr bem. E volto a pensar que, mesmo não pagando o resgate, já falta pouco para um Rambo britânico entrar por aqui dentro e me libertar deste filme. Está quase, penso para comigo. Há que continuar a resistir. (...) Sento-me no chão, sem saber o que pensar, num vazio total. Mantém-se sempre, ao pé de mim, um iraquiano com a arma por perto. (...) Penso na Sandra, no Bruno e no Afonso. O que será que estão a fazer? Já almoçaram? Lembro-me do Bruno a brincar com a pista, do Afonso a tentar dormir a sesta. As imagens dos seus rostos, dos gestos que costumam fazer, estão tão nítidas no meu pensamento, naquele momento, que os meus olhos não se encheram de água, como quando senti raiva ou humilhação. Estão mesmo cheios de lágrimas. Estou desesperado.»


Carlos Raleiras - Iraque, 15.11.03


Este foi o livro EXTRAORDINÁRIO que acabei de ler há dois dias. Como jornalista, arrepiei-me a cada passagem do livro. O relato é tão assustadoramente fídedigno que, quem como eu já passou por momentos tão arrepiantes numa redacção (não forçosamente acontecimentos de guerra), não duvida nem de uma palavra. A não perder!

publicado por catarina às 22:47

... muito devagarinho, é como vai a recuperação do meu portátil. Enquanto isso, vou usando o desktop para as emergências. ;) Prometo ser tão breve quanto possível. Não fujam, por favor. ;)
publicado por catarina às 18:02

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